Às vezes dou por mim a pensar
como é que tudo começou… e não
é fácil determinar com exactidão
esse momento.
Desde que me conheço sempre
gostei muito de animais em especial dos cães.
Os meus pais nunca sabiam se quando chegassem a casa
não tinham lá mais um candidato a membro
da família, o tempo foi passando e o meu gosto
pelos cães mantinha-se…
Foi num Domingo do ano de 1984 que
tive uma grande surpresa… Quando chego a casa
dos meus avós e lá estava o EZO
de la Vallée d’Oulja um boxer
tigrado já adulto, oferecido ao meu pai. Senti
um misto de alegria e medo que se torna difícil
colocar por palavras. No entanto, desde o primeiro instante
ficamos grandes AMIGOS!
Tinha um grande orgulho no Ezo era um excelente cão!…
Quis o destino que Ezo ou ZuZu como eu lhe chamava não
pudesse terminar os seus dias em minha casa.
Depois do Ezo e para minimizar a sua
perda eu, a minha irmã e a minha tia juntamos
dinheiro e em Julho de 1986 lá fomos comprar
um cão da Dalmácia o Zico. Esteve connosco
até aos 14 anos.
Quem tem ou teve um boxer não
consegue arranjar raça substituta.
Os boxers são a minha
raça de eleição!
Numa nova fase da minha vida onde já
estava na minha casa e com estabilidade profissional
comprei em Junho de 1998 a Rusca, uma
boxer fulva, para me fazer companhia…Um dia resolvi
levar a minha Rusca a uma exposição e
lá fomos nós até Aveiro; Quando
lá cheguei reparei que a minha Rusca era tão
diferentes dos outros boxers…
Comecei a analisar e a compreender o estalão
da raça Boxer e conclui que a minha Rusca estava
longe dos boxers de exposição no entanto,
cumpre a sua missão de companhia de forma exemplar.
É uma verdadeira “Lady”.
Algo estava incompleto… sentia
uma vontade enorme de ter um outro boxer no entanto,
não podia ser um boxer qualquer tinha que ser
de uma linha especial. Cruzou–se no meu caminho
no meio de tantas e tantas revistas uma publicidade
dos Boxers de Alfeu onde constava as fotografias das
suas reprodutoras ( Jawa Royal de Avalon, Shauny de
Alfeu, Halley de Alfeu e Goya de Alfeu). Andei às
voltas com aquela publicidade algum tempo dizendo em
jeito de desabafo ao meu marido “ gostava de um
boxer como esta cadela”, tratava-se da Goya.
Em Maio de 1999 fomos à casa do Sr. Cantidio
e lá estavam os filhotes da Goya
de Alfeu com o David del Colle
dell’ Infinito.
A escolha foi difícil e feita com muita ponderação.
Passados oito dias voltamos e lá trouxemos a
Juma de Alfeu
com a promessa de que íamos ser assíduos
nas exposições.
Muito mais havia para contar no entanto, e como não
quero tornar-me aborrecida vou terminar com uma palavra
de apreço e gratidão a todos que me apoiam
na realização de um sonho!
Eles são:
A minha filha, Rita
O meu Marido, Miguel
Os meus Pais, Tonecas e Arnaldo
O Sr. Cantidio e Família – Boxers de
Alfeu
Sandra Santos
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