sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Bulldog Inglês



O nome Bulldog de origem medieval, referia-se não apenas ao aspecto robusto de pequeno touro daquele cão agressivo, mas também a força com que sabia enfrentar os touros nos combates na arena. Até o século XIX, quando utilizado para os combates, era um cão agressivo, feroz, sanguinário, tanto que em Roma vigorava um decreto que proibia levá-los pela rua, mesmo acorrentados. As seleções dos últimos 100 anos, mesmo conservando seu aspecto carrancudo, fizeram do Bulldog um bonachão, reservado, digno, fiel, caseiro, asseado, aristocrata, "belíssimo na sua feiúra."

Encerrada a carreira de gladiador, foi utilizado como guardião, cão policial, auxiliar do exército. Nos Estados Unidos, um Bulldog foi condecorado com 05 insígnias de guerra e 01 medalha de bronze, e outro foi nomeado Cabo. Hoje é um ótimo cão de companhia. Por ser um dos cães mais caros do mundo, poucas pessoas podem se dar ao luxo de tê-lo. Ter um Bulldog Inglês assemelha-se a ter um Rolls Royce: é sinônimo de status, excentricidade, bom gosto e alto poder aquisitivo. O Bulldog Inglês assistiu à estréia da cinofilia, reconhecido desde o início pelo pioneiro The Kennel Club, fundado em 1873 na Inglaterra. O primeiro padrão oficial de um cão foi feito para o Bulldog Inglês, em 1875. Símbolo de diversas agremiações e equipes esportivas universitárias.

Atua como mascote do quartel dos Fuzileiros Navais Americanos, em Washington, onde um exemplar da raça aparece semanalmente em desfiles durante o verão, tradição que vem do início do século. Produzir filhotes de Bulldog é uma empreitada e tanto. A fêmea não agüenta por muito tempo o peso do macho, bem maior que o dela, e ambos se cansam facilmente, a inseminação artificial têm sido a solução, mas aumenta ainda mais os custos para o criador. A cabeça grande e o peito largo dos filhotes dificultam o nascimento. O desconhecimento da raça por parte dos veterinários, até pelo motivo de terem poucas oportunidades de contato, (atendimento), com Bulldogs, contribui em muito para que a raça caminhe em passos muito lentos no que se refere ao seu crescimento quantitativo e qualitativo.

Com tudo isso o preço do Bulldog só poderia ser salgado. Mas mesmo assim, há fãs suficientes para manter uma invejável posição para a raça. O verdadeiro Bulldog Inglês, aquele que todo criador deveria buscar, dentro dos padrões da raça editado pela Federação Internacional, é um cão de pelagem curta e lisa, robusto e baixo, atarracado, largo, possante e compacto. Vemos com tristeza Bulldogs em pista que inclusive para melhor nos referirmos à eles, teríamos que chamá-los de Bulldoxers, mas o pior é que alguns juízes, até por desconhecimento da raça, premiam os mesmos. Em se tratando de todas as raças, nada garante que um lindo e maravilhoso cão campeão em pista, venha a ser um bom reprodutor, temos vários exemplos que, no que se refere a Bulldogs, isso é uma verdade ainda maior.

A maneira inteligente e simples de proceder neste caso, é ter em mãos um espermograma e fazer uma pesquisa para constatar a qualidade do processo de acasalamento, não apenas com poucos, mas com uma quantidade bem grande de outros criadores os quais já tenham utilizado esse padreador; mas não esqueça de proceder do mesmo modo com a fêmea! Apesar de sua cara carrancuda, dentes à mostra e corpo atarracado que demonstra sua força; o Bulldog dentro dos padrões da raça, não deve ter nada de bravo, muito pelo contrário, deve ser muito amável e devotado ao dono e todos que o cercam. Nossos Bulldogs são extremamente afetuosos e, como diz nosso veterinário e amigo Dr. Júlio Beretta: "eles não se contentam em ganhar e dar um pouco de carinho, vão logo querendo entrar para dentro da gente!" de tanta força e empenho que demonstram em retribuir nosso carinho.

Como o Bulldog têm tendência à engordar, tenha controle sobre a quantidade de alimento fornecido à ele e caminhe diariamente, o que por certo evitará a obesidade e suas conseqüências, além do que ele manterá as formas lindas que caracterizam a raça, quais sejam: dianteira larga e traseira estreita. Grande parte dos Bulldogs que vemos hoje, são desformes de tão gordos e/ou muito altos! Por vários motivos o Bulldog Inglês sempre foi e continuará sendo o cão dos Monarcas, ou seja, dos poucos privilegiados que têm condições de gozar de sua tão cobiçada companhia! Um certo desconhecimento paira sobre a raça, até mesmo entre alguns juízes all rounder, o que tem gerado descontentamento por parte de criadores de países como Inglaterra e os Estados Unidos. Isto ocorre também no Brasil, talvez como fruto da pouca disseminação da raça, que é um pouco exótica. Isto talvez explique a grande curiosidade que a raça gera em muitas exposições.

A tarefa de julgar cães é das mais árduas, dada a complexidade dos aspectos envolvidos nas mais diferentes raças. Integrante do grupo 2, o bulldog está visivelmente mal acomodado. Sem ser pequeno ou grande, embora forte, potente e às vezes assustador, sofre ainda os reflexos discriminatórios gerados pelo desconhecimento ou insegurança de alguns juízes, aliando-se a isso a concorrência de raças como dobermann, rotweiler, pincher, mastim, dogue alemão e outras que, normalmente, impressionam a platéia e às vezes até os juízes, tornando assim as coisas ainda mais difíceis para o bulldog.

Muitas gerações são necessárias para se atingir uma linhagem própria de sangue, talvez por isso muitos criadores prefiram comprar já pronto o seu reprodutor, considerando-se esse o caminho mais curto, mas com certeza poucos são os privilegiados que chegam à sua própria linha de sangue. Ao optar por um padreador para o cruzamento, o simples fato de ele estar nas proximidades do local onde se encontra a fêmea, não garante a produção de filhotes de boa qualidade. Outro aspecto: nem sempre o fato de ser o reprodutor um campeão das pistas resultará na produção de filhotes de boa qualidade.

Na reprodução é fundamental o somatório das características que envolvem o macho e a fêmea. Além do tradicional cruzamento natural, a inseminação artificial tem sido muito utilizada com sucesso total. Devido à sua característica, o macho, por ser muito pesado na dianteira, tem muitas dificuldades para executar a monta. Raramente ele tem condições de efetuar o ato sem o auxílio de alguém experiente. Na verdade, na maioria das vezes são necessárias pelo menos duas pessoas para se ter sucesso na operação. Não se recomenda deixar os animais sem supervisão de alguém. Muitas vezes, além de não se atingir o objetivo, os animais podem se ferir.

Estatisticamente o número de perda de cruzamentos é muito alto. É imprescindível contar com profissionais bem preparados para obter um bom cruzamento. Havendo condições, a inseminação artificial poderá ser a solução para evitar maiores frustrações ante a perda de mais um período fértil da fêmea. Embora capazes de gerar suas ninhadas através de parto normal, as fêmeas se caracterizam pela dificuldade de enfrentar este desafio. Tanto é verdade que 95% dos nascimentos ocorrem através de cesariana sendo portanto, mínimo o índice de partos naturais. Este fenômeno tem uma explicação: a dimensão da parte frontal da raça, principalmente a cabeça e ombros, provoca na mãe um desgaste muito grande.

Estes aspectos por sí só impõem cuidados especiais quanto ao período pré-natal e as instalações destinadas ao evento do parto. Em caso de cesárea o maior perigo está em não se conseguir reavivar o filhote quando removido do interior da mãe. Pode ser muito determinante esta rapidez caso ocorra a morte da mãe; ou mesmo que isso não ocorra, uma vez que qualquer segundo é decisivo para manter a vida dos filhotes. Os filhotes têm de ser inspecionados a todo momento. Ao apalpá-los eles devem dar a impressão de que são redondos, firmes e bem cheinhos. O corpo do filhote é 82% água e reduz para 69% do seu peso na idade adulta. A umidade ideal para os filhotes, é de 50 a 65%. Acima disso, sobretudo acima de 80%, é um percentual muito alto. Se um filhote não puder se alimentar, poderá ser vítima de hipoglicemia entre duas e três horas, tornando-se gelado e desidratado. Se desenvolver diarréia isto pode ser resultado tanto do excesso quanto da falta de alimentação.

Além dos aspectos acima existem outros cuidados a serem tomados tais como, aplicar a vacinação adequada e treinar o filhote para que defeque e urine em local adequado. É recomendável também um treinamento para que o filhote se adapte na convivência com seres humanos e outros animais domésticos visando á formação adequada do seu temperamento. É importante acostumar o animal com o uso de coleira e a guia o mais cedo possível. Se o filhote mostrar sinais e condições de vir a ser exibido em pista, é importante que o treinamento para esta finalidade ocorra de maneira contínua e que se inicie o quanto antes, bastando que o dono do cão perceba nele interesse e disposição para responder adequadamente ao treinamento.

Um Bulldog não requer cuidados especiais, desde que não tenha os problemas de saúde descritos adiante. Uma alimentação balanceada, água fresca e abundante, contato com seres humanos, escovação do pelo e exercícios regulares podem ser suficientes para se dispor de um companheiro alegre, contente e sempre disposto a nos fazer companhia. Desde as crianças até os mais velhos podem desfrutar deste privilégio, pois o bulldog tem reconhecida capacidade de adaptação ao meio ambiente que o cerca.

Lamentavelmente o bulldog revela alguns problemas de saúde, ligados muito diretamente com a sua anatomia. De forma genérica poderíamos citar os problemas com os olhos (terceira pálpebra, entrópio), cola (infecções por limpeza inadequada), coração (colesterol ou excesso de peso), pêlo (dermatites/dermatoses), respiratórios (essencialmente fruto da sua estrutura corpórea), displasia (malformação genética), parvovirose, tosse canina e parasitas (vacinação inadequada) podem contribuir para a degeneração da qualidade de vida do animal bem como abreviar sua existência.

O Canil Stéllfer atesta que o bulldog inglês, apesar de todas as dificuldades que envolvem trazê-lo ao mundo e criá-lo, não mede esforços em fazê-lo, pois é enorme a satisfação, amor e alegria ao olhar para cada uma das lindas carinhas que ajudamos a viver! O Bulldog é um cão que rouba todas as atenções por onde passa espalhando seu amor através de seu caminhar "rebolante" , do seu olhar esnobador e cheio de sí e também por causa das "espirradas" que dá em todas as pessoas demonstrando sua satisfação!Só quem convive com as emoções de um bulldog inglês sabe do que o Canil Stéllfer está falando ! Os cães da raça Bulldog Inglês são excelentes cães de companhia, pelo temperamento equilibrado e calmo, são otimos com crianças e pessoas idosas, podem ser criados em apartamentos, por não necessitarem de muito exercicio fisico.

Pesam em torno de 23 a 30 quilos quando adultos. Alimentam-se com ração industrializada. Não são suceptivéis a doenças virais, desde que vacinados e vermifugados adequadamente. Quanto a reprodução só efetuamos acasalamentos através de inseminação artificial e 100 % dos partos são através de cesaria.

Nenhum comentário:

Postar um comentário