sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Bulldog Inglês



O nome Bulldog de origem medieval, referia-se não apenas ao aspecto robusto de pequeno touro daquele cão agressivo, mas também a força com que sabia enfrentar os touros nos combates na arena. Até o século XIX, quando utilizado para os combates, era um cão agressivo, feroz, sanguinário, tanto que em Roma vigorava um decreto que proibia levá-los pela rua, mesmo acorrentados. As seleções dos últimos 100 anos, mesmo conservando seu aspecto carrancudo, fizeram do Bulldog um bonachão, reservado, digno, fiel, caseiro, asseado, aristocrata, "belíssimo na sua feiúra."

Encerrada a carreira de gladiador, foi utilizado como guardião, cão policial, auxiliar do exército. Nos Estados Unidos, um Bulldog foi condecorado com 05 insígnias de guerra e 01 medalha de bronze, e outro foi nomeado Cabo. Hoje é um ótimo cão de companhia. Por ser um dos cães mais caros do mundo, poucas pessoas podem se dar ao luxo de tê-lo. Ter um Bulldog Inglês assemelha-se a ter um Rolls Royce: é sinônimo de status, excentricidade, bom gosto e alto poder aquisitivo. O Bulldog Inglês assistiu à estréia da cinofilia, reconhecido desde o início pelo pioneiro The Kennel Club, fundado em 1873 na Inglaterra. O primeiro padrão oficial de um cão foi feito para o Bulldog Inglês, em 1875. Símbolo de diversas agremiações e equipes esportivas universitárias.

Atua como mascote do quartel dos Fuzileiros Navais Americanos, em Washington, onde um exemplar da raça aparece semanalmente em desfiles durante o verão, tradição que vem do início do século. Produzir filhotes de Bulldog é uma empreitada e tanto. A fêmea não agüenta por muito tempo o peso do macho, bem maior que o dela, e ambos se cansam facilmente, a inseminação artificial têm sido a solução, mas aumenta ainda mais os custos para o criador. A cabeça grande e o peito largo dos filhotes dificultam o nascimento. O desconhecimento da raça por parte dos veterinários, até pelo motivo de terem poucas oportunidades de contato, (atendimento), com Bulldogs, contribui em muito para que a raça caminhe em passos muito lentos no que se refere ao seu crescimento quantitativo e qualitativo.

Com tudo isso o preço do Bulldog só poderia ser salgado. Mas mesmo assim, há fãs suficientes para manter uma invejável posição para a raça. O verdadeiro Bulldog Inglês, aquele que todo criador deveria buscar, dentro dos padrões da raça editado pela Federação Internacional, é um cão de pelagem curta e lisa, robusto e baixo, atarracado, largo, possante e compacto. Vemos com tristeza Bulldogs em pista que inclusive para melhor nos referirmos à eles, teríamos que chamá-los de Bulldoxers, mas o pior é que alguns juízes, até por desconhecimento da raça, premiam os mesmos. Em se tratando de todas as raças, nada garante que um lindo e maravilhoso cão campeão em pista, venha a ser um bom reprodutor, temos vários exemplos que, no que se refere a Bulldogs, isso é uma verdade ainda maior.

A maneira inteligente e simples de proceder neste caso, é ter em mãos um espermograma e fazer uma pesquisa para constatar a qualidade do processo de acasalamento, não apenas com poucos, mas com uma quantidade bem grande de outros criadores os quais já tenham utilizado esse padreador; mas não esqueça de proceder do mesmo modo com a fêmea! Apesar de sua cara carrancuda, dentes à mostra e corpo atarracado que demonstra sua força; o Bulldog dentro dos padrões da raça, não deve ter nada de bravo, muito pelo contrário, deve ser muito amável e devotado ao dono e todos que o cercam. Nossos Bulldogs são extremamente afetuosos e, como diz nosso veterinário e amigo Dr. Júlio Beretta: "eles não se contentam em ganhar e dar um pouco de carinho, vão logo querendo entrar para dentro da gente!" de tanta força e empenho que demonstram em retribuir nosso carinho.

Como o Bulldog têm tendência à engordar, tenha controle sobre a quantidade de alimento fornecido à ele e caminhe diariamente, o que por certo evitará a obesidade e suas conseqüências, além do que ele manterá as formas lindas que caracterizam a raça, quais sejam: dianteira larga e traseira estreita. Grande parte dos Bulldogs que vemos hoje, são desformes de tão gordos e/ou muito altos! Por vários motivos o Bulldog Inglês sempre foi e continuará sendo o cão dos Monarcas, ou seja, dos poucos privilegiados que têm condições de gozar de sua tão cobiçada companhia! Um certo desconhecimento paira sobre a raça, até mesmo entre alguns juízes all rounder, o que tem gerado descontentamento por parte de criadores de países como Inglaterra e os Estados Unidos. Isto ocorre também no Brasil, talvez como fruto da pouca disseminação da raça, que é um pouco exótica. Isto talvez explique a grande curiosidade que a raça gera em muitas exposições.

A tarefa de julgar cães é das mais árduas, dada a complexidade dos aspectos envolvidos nas mais diferentes raças. Integrante do grupo 2, o bulldog está visivelmente mal acomodado. Sem ser pequeno ou grande, embora forte, potente e às vezes assustador, sofre ainda os reflexos discriminatórios gerados pelo desconhecimento ou insegurança de alguns juízes, aliando-se a isso a concorrência de raças como dobermann, rotweiler, pincher, mastim, dogue alemão e outras que, normalmente, impressionam a platéia e às vezes até os juízes, tornando assim as coisas ainda mais difíceis para o bulldog.

Muitas gerações são necessárias para se atingir uma linhagem própria de sangue, talvez por isso muitos criadores prefiram comprar já pronto o seu reprodutor, considerando-se esse o caminho mais curto, mas com certeza poucos são os privilegiados que chegam à sua própria linha de sangue. Ao optar por um padreador para o cruzamento, o simples fato de ele estar nas proximidades do local onde se encontra a fêmea, não garante a produção de filhotes de boa qualidade. Outro aspecto: nem sempre o fato de ser o reprodutor um campeão das pistas resultará na produção de filhotes de boa qualidade.

Na reprodução é fundamental o somatório das características que envolvem o macho e a fêmea. Além do tradicional cruzamento natural, a inseminação artificial tem sido muito utilizada com sucesso total. Devido à sua característica, o macho, por ser muito pesado na dianteira, tem muitas dificuldades para executar a monta. Raramente ele tem condições de efetuar o ato sem o auxílio de alguém experiente. Na verdade, na maioria das vezes são necessárias pelo menos duas pessoas para se ter sucesso na operação. Não se recomenda deixar os animais sem supervisão de alguém. Muitas vezes, além de não se atingir o objetivo, os animais podem se ferir.

Estatisticamente o número de perda de cruzamentos é muito alto. É imprescindível contar com profissionais bem preparados para obter um bom cruzamento. Havendo condições, a inseminação artificial poderá ser a solução para evitar maiores frustrações ante a perda de mais um período fértil da fêmea. Embora capazes de gerar suas ninhadas através de parto normal, as fêmeas se caracterizam pela dificuldade de enfrentar este desafio. Tanto é verdade que 95% dos nascimentos ocorrem através de cesariana sendo portanto, mínimo o índice de partos naturais. Este fenômeno tem uma explicação: a dimensão da parte frontal da raça, principalmente a cabeça e ombros, provoca na mãe um desgaste muito grande.

Estes aspectos por sí só impõem cuidados especiais quanto ao período pré-natal e as instalações destinadas ao evento do parto. Em caso de cesárea o maior perigo está em não se conseguir reavivar o filhote quando removido do interior da mãe. Pode ser muito determinante esta rapidez caso ocorra a morte da mãe; ou mesmo que isso não ocorra, uma vez que qualquer segundo é decisivo para manter a vida dos filhotes. Os filhotes têm de ser inspecionados a todo momento. Ao apalpá-los eles devem dar a impressão de que são redondos, firmes e bem cheinhos. O corpo do filhote é 82% água e reduz para 69% do seu peso na idade adulta. A umidade ideal para os filhotes, é de 50 a 65%. Acima disso, sobretudo acima de 80%, é um percentual muito alto. Se um filhote não puder se alimentar, poderá ser vítima de hipoglicemia entre duas e três horas, tornando-se gelado e desidratado. Se desenvolver diarréia isto pode ser resultado tanto do excesso quanto da falta de alimentação.

Além dos aspectos acima existem outros cuidados a serem tomados tais como, aplicar a vacinação adequada e treinar o filhote para que defeque e urine em local adequado. É recomendável também um treinamento para que o filhote se adapte na convivência com seres humanos e outros animais domésticos visando á formação adequada do seu temperamento. É importante acostumar o animal com o uso de coleira e a guia o mais cedo possível. Se o filhote mostrar sinais e condições de vir a ser exibido em pista, é importante que o treinamento para esta finalidade ocorra de maneira contínua e que se inicie o quanto antes, bastando que o dono do cão perceba nele interesse e disposição para responder adequadamente ao treinamento.

Um Bulldog não requer cuidados especiais, desde que não tenha os problemas de saúde descritos adiante. Uma alimentação balanceada, água fresca e abundante, contato com seres humanos, escovação do pelo e exercícios regulares podem ser suficientes para se dispor de um companheiro alegre, contente e sempre disposto a nos fazer companhia. Desde as crianças até os mais velhos podem desfrutar deste privilégio, pois o bulldog tem reconhecida capacidade de adaptação ao meio ambiente que o cerca.

Lamentavelmente o bulldog revela alguns problemas de saúde, ligados muito diretamente com a sua anatomia. De forma genérica poderíamos citar os problemas com os olhos (terceira pálpebra, entrópio), cola (infecções por limpeza inadequada), coração (colesterol ou excesso de peso), pêlo (dermatites/dermatoses), respiratórios (essencialmente fruto da sua estrutura corpórea), displasia (malformação genética), parvovirose, tosse canina e parasitas (vacinação inadequada) podem contribuir para a degeneração da qualidade de vida do animal bem como abreviar sua existência.

O Canil Stéllfer atesta que o bulldog inglês, apesar de todas as dificuldades que envolvem trazê-lo ao mundo e criá-lo, não mede esforços em fazê-lo, pois é enorme a satisfação, amor e alegria ao olhar para cada uma das lindas carinhas que ajudamos a viver! O Bulldog é um cão que rouba todas as atenções por onde passa espalhando seu amor através de seu caminhar "rebolante" , do seu olhar esnobador e cheio de sí e também por causa das "espirradas" que dá em todas as pessoas demonstrando sua satisfação!Só quem convive com as emoções de um bulldog inglês sabe do que o Canil Stéllfer está falando ! Os cães da raça Bulldog Inglês são excelentes cães de companhia, pelo temperamento equilibrado e calmo, são otimos com crianças e pessoas idosas, podem ser criados em apartamentos, por não necessitarem de muito exercicio fisico.

Pesam em torno de 23 a 30 quilos quando adultos. Alimentam-se com ração industrializada. Não são suceptivéis a doenças virais, desde que vacinados e vermifugados adequadamente. Quanto a reprodução só efetuamos acasalamentos através de inseminação artificial e 100 % dos partos são através de cesaria.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

RESGATANDO A CIDADANIA


Existem muitos mitos em relação a animais.
Um deles fala da agressividade natural de determinadas raças caninas como Rottweiller, Dobermann, Pitbull, Mastim Napolitano, Cane Corso e outros. As fotos abaixo mostram muito bem como o comportamento do animal é diretamente proporcional a maneira como foi criado. Vejam toda a afabilidade deste Pitbull com uma garotinha que, por sinal foram criados juntos.
Agradecemos ao colega Flávio Campos a cessão e autorização do uso das fotos.



RESGATANDO A CIDADANIA


Esta é mais uma história, das muiiiitas que conhecemos, sobre animais.
Ela começa em um sábado iguais a tantos outros que já ouvimos falar.
Estamos em uma clínica veterinária acompanhando um mutirão de castração.
Mutirões em geral, levam o dia todo para serem finalizados, e como é normal,
as pessoas vão até a feira que tem bem na rua da clínica, para comprar um
pastel para acalmar a fome.
Nesta caminhada desprentensiosa de repente um vira-lata aparece com um
enorme abcesso ( que depois foi constatado que era um tumor ), bem no meio
de sua fronte. Além do aspecto impressionante, as protetoras imediatamente quiseram ajudar o animal.
Uma segura o animal como pode enquanto outra ia buscar uma guia, coleira o
que fosse possível para pegar o animal e, com era meio arredio, resolveram
pedir uma dose de Acepran para acalmar o suficiente para levá-lo a clínica.
Entre uma e outra providência, de repente o cão que aparentava ser
abandonado, passou a ter uma dona:
"Não é que o animal é meu, ele me acompanha onde vou" ( sic ) - disse ela.
Mas o melhor vem depois. Enquanto o animal vai se acalmando para ser
retirado o tumor , aparece o Mike.
Um garoto entre 7 e 9 anos, sorriso fácil, super educado e querendo saber o
que ia acontecer com o amigo dele.
Descrever todos diálogos aqui seria redundante e enfadonho.
Mas o importante era a preocupação do Mike com o que ia ser feito com seu
amigão ( de nome Arisco ). Como ele será operado ? Vai doer ? Quantas vezes
terei que passar o remédio ? Mas porque ele tem estes caroços na barriga ( apontando as
tetas )?
A protetora e sua amiga, com paciência professoral iam explicando ao Mike o
porque era necessário a cirurgia, o que ia ser feito, o porque da castração,
que seria bom para o animal que não ia brigar mais, etc etc.
E o Mike com olhos atentos e espertos ia "absorvendo" informações, fazendo
novos amigos ( quem resiste? ), e aprendendo, aprendendo.
Mais uma providência enquanto não vem a cirurgia: comprar o mínimo
necessário. E lá vão Mike e sua nova "tia" comprar ração, pote, guia e
coleira.
Na chegada a clínica já se percebe a alegria do Mike. Agora ele poderá
cuidar melhor de seu animal, já sabe como prender e usar a coleira.
E, como em todo mutirão, de repente os animais destas protetoras ( quatro
gatinhos ) foram para a cirurgia.
Ao voltarem para a recepção, pânico momentâneo: "Cadê o Mike ? "
Ninguém tinha visto o garoto sair... Será que ele volta ?
Dez, quinze minutos depois, Mike volta com uma sacolinha plástica:
"Tia comprei para você. Desculpa mas eu só tinha R$ 1,20 mas escolhi esta
cor que combina com você "
Um vasinho de cerâmica com um lírio branco de resina daqueles bem simples
.... mas
carregado de amor como nunca vi na mais perfeita e rara orquídia, campeã em
exposições.
Comoção geral. Olhos marejados, nó na garganta...
Depois de refeitos( mais ou menos ) comentei com a protetora:
" São garotos assim que fazem com que acreditemos que a humanidade tem jeito
ainda".
A protetora assentiu com um gesto de cabeça e ontem ( domingo ) ao
reencontrá-la fiquei
sabendo do ( mais ainda ) final feliz.
Ao levarem o animal na casa do garoto, a mãe as convidou que entrassem na
casa
humilde e tomassem um café com um pedaço de bolo. Coisa de gente simples,
mas de coração aberto. Mas não puderam entrar ( precisavam cuidar dos
gatos ) mas
comprometeram-se a retornar para o café com bolo. E domingo logo às 7 da
manhã,
Mike já ligou para dar notícias do Arisco e perguntar se poderia deixar ele
sair
"pois estava nervoso" por estar preso :-)))
E, para finalizar, a lição maior.
Antes era um cão com jeito de abandonado, maltratado vagando pelas ruas com
seu tumor.
Mas com o gesto destas protetoras, o animal passou a ser valorizado pelos
seus "proprietários" que com este gesto de proteção, passaram a valorizar o
animal como nunca antes o tinham feito. Arisco já tem sua carteira de
vacinação,
está castrado e sanado. E com certeza será cuidado e limpo freqüentemente.
E, tenho certeza, a proteção animal ganhou um aliado valoroso; o Mike com
seu jeitinho simples, riso fácil no rosto, mas um guardião responsável e
amoroso e, oxalá, mais um veterinário ( como ele disse que quer ser ).
O Arisco ganhou uma sobrevida. O Mike ganhou um amigo mais sadio.
E nós todos ganhamos uma coisa impagável.
Uma lição de cidadania, de amor.

Obrigado protetoras !

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A Raça Boxer

O primeiro Boxer apareceu em 1895 em Munique : no decorrer de uma exposição de cães São Bernardo, naquela ocasião foi apresentado "Flocki", o primeiro exemplar Boxer inscrito no livro de criação da raça. Flocki nasceu de um Buldog chamadoTom, "Bullenbeiser".
Esclarecemos que o "Buldog" alemão não é comparável com o Buldog inglês moderno, sendo muito mais parecido com o actual Buldog americano..
A raça que parece ter nascido de um casual e afortunado cocktail, entre as origens do proveniente de Bremen e posteriormente adquirido pelo Dr. Toenniessen de Munique , e de uma fêmea de raça imprecisa, Alt's Scheckin, certamente descendente de molossoides de pelo médio, e um tempo difusos na Alemanha com o nome de sonho e da teimosia de querer dar vida a um cão quase extinto, porém bem radicado na cultura alemã. A tentativa de recriar aquele molossóide de pelo médio, utilizado para a caça de grandes presas selvagens, a custódia dos rebanhos e dos casebres rústicos,muito mais do que para a companhia e a defesa do homem, onde as origens se perdem nos primórdios da civilização.
Certamente naqueles tempos o Boxer não existia, mas é realista deduzir, dos restos arqueológicos e das imagens transmitidas de alguns baixos relevos, que os povos celtas, os romanos e os gregos, conheciam e treinavam cães molossóides fortes, "massudos" e potentes, destinados a caça dos grandes selvagens, a guarda, a defesa e mais tarde, também para a guerra; as legiões romanas de Júlio César empregaram cães de guerra na Birmânia 55 A.C., e que encontraram molossoides enormes coma boca larga definidos pelos mesmos legionários como "pugnaces". Voltando as origens do Boxer, em 1894 estabeleceu-se em Munique um oficial do exército alemão, Friederich Roberth, cinólogo, que se interessava pela preparação dos cães para uso militar. Em Munique Roberth conhece Erald Konig Rudolf Hopner, ambos empenhados no estudo dos possíveis empregos do Ariedale terrier, raça seleccionada dos Ingleses que adestravam e os utilizavam para fins bélicos. Naquela época a Alemanha manifestava as suas miras espancionistas coloniais e forte era o desejo de criar e seleccionar raças caninas autóctones, sendo em 1893 Max von Stephanitz, capitão da cavalaria iniciou a selecção do Pastor alemão, e poucos anos mais tarde, em 1899, Her Doberman criava a raça que leva seu nome.Voltando a Roberth , Konig e Hopner , a ideia que tinham era de um molossoide de pelo médio, representado na época de "Bierboxer", com a potência e a funcionalidade do Bullenbeisser, um molosso de pelo longo, quase extinto, que no século XVIII adquiriu grande fama pelos feitios de Tyras fiel companheiro de Mathias Klostermaier,um famoso bandido protagonista de uma história romântica e trágica. Resumindo, um cão forte, sóbrio e orgulhoso e sobretudo leal e confiável de se poder utilizado também para fins militares. Assim, pouco depois, do primeiro aparecimento de Flocki, nascia o Boxer Clube Alemão que em 29 de março de 1896 que deu origem, sempre em Munique, à primeira exposição desta nova raça canina.
A Assembleia Geral dos novos sócios do Boxer Club Alemão, de 14 de julho de 1902define o primeiro padrão da raça que foi actualizado em 1905em 1920 (foi aumentado o pêlo) , em 1925 (foram excluídos os exemplares com a capa preta e branca) e sucessivamente em 1938 se excluíram os Boxers malhados. Os primeiros exemplares da raça foram duas fêmeas (Blanka von Argentor e Meta von Argentor Passage), dois machos (Wotan e Flock-St. Salvator).
Etapas da Evolução
O caminho entre Flocki e o boxer actual não foi obviamente um passeio e alguns boxers merecem uma referencia histórica : Rolf von Vogelsberg , Lustig von Dom e Whitherford Hot Chestnut. Rolf, filho de Kurt von Pfalzagau e de Venus von Vogelsberg , nasceu em 1908 e revelou imediatamente dotes de campeão : tigrado , tinha uma altura à cruz de 59 cm , que para aqueles tempos era um verdadeiro record, e unia uma grande elegância a uma potente musculatura . Rolf não teve muitos filhos , mas bastou-lhe um Rolf Von Walhall para merecer uma referencia na criação do boxer moderno. Rolf júnior produziu uma numerosa descendência que foi a base de cria suíça , sueca e dos estados unidos no principio do século xx.
A criação que seguramente teve o maior peso na selecção da nova raça foi o "von Dom" do casal Stockman que a operam, após a morte do marido foi conduzido pela grande paixão de Frau Friederun; a essa criação se deve um dos primeiros cães que melhor representavam a raça pela tipicidade e carácter, um excepcional campeão: Lustig von Dom..
Este cão, nascido em Dezembro de 1933, em apenas quatro anos, dominou nos ringues alemães conquistando todos os títulos da categoria, a sua fama ultrapassou cedo os confins da Europa, tanto que em 1937 a família Stockman, cai em graves problemas económicos, foi salva por Lustig, que foi adquirido por uma cifra notável de um mediador americano. Nos Estados Unidos, Lustig, e depois dele, 41sua fama ultrapassou cedo os confins da Europa, tanto que em 1937 a família Stockman, cai em graves problemas económicos, foi salva por Lustig, que foi adquirido por uma cifra notável de um mediador americano. Nos Estados Unidos, Lustig, e depois dele, 41os seus filhos conquistaram o título de campeão americano. Na Alemanha Lustig foi o pai de quarenta filhotes, transmitindo sempre a sua descendência, mista as outras linhagens de sangue, as suas peculiaridades. Sintetizando, deixamos aquilo que ocorreu nos anos 50, que atravessaram uma década de ouro para a criação alemã e também para criação italiana, para assinalar nos anos 60 um evento que trouxe uma novidade na criação do Boxer..
Karin Rezewski, titular da criação "von Schutting", importou para Bremen em 1960 da Inglaterra um filhote"Hot Chestnut" proveniente da criação Whitherford, que no Boxer havia privilegiado a elegância e a classe, sem perder a tipicidade manipulando as descendências de Lustig com exemplares de origem americana..
Pretendendo que cada boxer tenha como nos humanos as suas particularidades, ocorre dizer que do carácter de cada bom Boxer transparece a sua essência que contrapõe o desejo de aderir a vontade de seu companheiro, a atenta e contínua e benevolente competição.
Essa tipicidade, derivada dos seus antepassados, faz-se que um bom Boxer vive para estar ao lado de seu companheiro humanopara oferecer-lhe protecção e companhiasem nunca expressar uma completa submissãocom extrema lealdade e dignidade sem sombra de cobardia.
No que diz respeito aos outros cães a sua forte individualidade não o induz a conflitos, mas a uma competição que é a base de recíproca compreensão, colaboração e respeito.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Historia Jardins de Sofala

Às vezes dou por mim a pensar como é que tudo começou… e não é fácil determinar com exactidão esse momento.

Desde que me conheço sempre gostei muito de animais em especial dos cães.
Os meus pais nunca sabiam se quando chegassem a casa não tinham lá mais um candidato a membro da família, o tempo foi passando e o meu gosto pelos cães mantinha-se…

Foi num Domingo do ano de 1984 que tive uma grande surpresa… Quando chego a casa dos meus avós e lá estava o EZO de la Vallée d’Oulja um boxer tigrado já adulto, oferecido ao meu pai. Senti um misto de alegria e medo que se torna difícil colocar por palavras. No entanto, desde o primeiro instante ficamos grandes AMIGOS!
Tinha um grande orgulho no Ezo era um excelente cão!…
Quis o destino que Ezo ou ZuZu como eu lhe chamava não pudesse terminar os seus dias em minha casa.

Depois do Ezo e para minimizar a sua perda eu, a minha irmã e a minha tia juntamos dinheiro e em Julho de 1986 lá fomos comprar um cão da Dalmácia o Zico. Esteve connosco até aos 14 anos.

Quem tem ou teve um boxer não consegue arranjar raça substituta.

Os boxers são a minha raça de eleição!

Numa nova fase da minha vida onde já estava na minha casa e com estabilidade profissional comprei em Junho de 1998 a Rusca, uma boxer fulva, para me fazer companhia…Um dia resolvi levar a minha Rusca a uma exposição e lá fomos nós até Aveiro; Quando lá cheguei reparei que a minha Rusca era tão diferentes dos outros boxers…
Comecei a analisar e a compreender o estalão da raça Boxer e conclui que a minha Rusca estava longe dos boxers de exposição no entanto, cumpre a sua missão de companhia de forma exemplar. É uma verdadeira “Lady”.

Algo estava incompleto… sentia uma vontade enorme de ter um outro boxer no entanto, não podia ser um boxer qualquer tinha que ser de uma linha especial. Cruzou–se no meu caminho no meio de tantas e tantas revistas uma publicidade dos Boxers de Alfeu onde constava as fotografias das suas reprodutoras ( Jawa Royal de Avalon, Shauny de Alfeu, Halley de Alfeu e Goya de Alfeu). Andei às voltas com aquela publicidade algum tempo dizendo em jeito de desabafo ao meu marido “ gostava de um boxer como esta cadela”, tratava-se da Goya.

Em Maio de 1999 fomos à casa do Sr. Cantidio e lá estavam os filhotes da Goya de Alfeu com oDavid del Colle dell’ Infinito.

A escolha foi difícil e feita com muita ponderação.

Passados oito dias voltamos e lá trouxemos a Juma de Alfeu com a promessa de que íamos ser assíduos nas exposições.
Muito mais havia para contar no entanto, e como não quero tornar-me aborrecida vou terminar com uma palavra de apreço e gratidão a todos que me apoiam na realização de um sonho!

terça-feira, 1 de julho de 2014

Bóxer raça





País de origem: Alemanha.

Tamanho: Médio.

Peso: 25-30 lbs.

Altura: 55-63 polegadas.

Cor: fulvo ou tigrado, com ou sem manchas brancas.

Descrição: Um cão de tamanho médio, mas com músculos grandes e bem torneados. Tem cabeça forte com dentes bem desenvolvidos, orelhas caidas. O cabelo é curto, brilhante e denso.

Em geral e um cão muito equilibrado e amoroso com sua família, ele é paciente com as crianças, adora brincar e chamar a atenção e dar amor.

Como todos os cães precisam ser socializados e treinados desde pequenos e exercer a liderança sobre o cão para evitar problemas de comportamento.